A puppet waiting (ou o post mais kitsch de sempre...)
Não há tempo como o tempo da "espera".É como se diz ser: um desespero.
E pior se torna quando não se espera por nada em concreto; quando se sabe que não há nada que venha aliviar essa espera. Nestes contornos, a espera, é uma sentença. Um suplício.
Por isso, espero pelo que quer que seja. Estou à espera de uma mudança do tempo. Estou à espera de uma mudança no ar. E penso se o poderíamos fazer juntos. Se poderíamos consegui-lo juntos. E é por isso que sinto que espero por ti. "Espero pelo teu regresso. Pelo teu doce, doce regresso..."
"Hello!" - parece-me soar do paraíso.
"Está aí alguém?" - pergunto. Ela tem que estar em algum lado... em qualquer lado...
"Hello!" - diz-me quando chega. E chega sempre, de tempos a tempos, eventualmente...
"Ela é mesmo um anjo!" - pensei quando a vi, quieta, ao Sol... movendo-se depois vagarosamente... premeditadamente... e eu com ela, levado num compasso perfeito, orquestrado pelo seu feitiço. E, enquanto vai concluindo a sua obra no seu jeito majestoso, eu contemplo-a nos seus gestos...
Conto. Contos os segundos. E mantenho-me como quem espera debaixo de chuva. E sou atraído até ti... por este caminho que sobe e me leva em direcção à luz do Sol... onde tu te manténs. Sob a luz. A luz do Sol. E vejo-te fechar os olhos. E depois... levas-me de novo.. e orquestras-me de novo... e podes fazer de mim o que entenderes. O que bem entenderes. Que vou sempre ficar à tua espera...
9 Comments:
a sabedoria popular dá-nos duas 'esperas':
- quem espera desespera, e
- quem espera sempre alcança.
talvez se desespere no caminho pelo alcançável...
se formos de auto-estrada será mais rápida a viagem e o destino está nessa última portagem: é previsível.
se formos por um ic, podemos desesperar ainda mais, haverá muitas bifurcações, mas a paisagem que acompanha a viagem será bem mais agradável...
a espera não é um tempo morto, é uma potência. (digo eu... :)
*'s
Gosto do teu ponto de vista optimista. Potencio-me, sim, enquanto espero. Mas não sei bem como utilizar isso, ainda.
E neste caso, o problema reside nas amarras. Cada vez que sou "mexido" a espera vale sempre a pena. Cada vez que sou "poisado" ficam as cicatrizes. Esperar assim, amarrado, é como esperar por mais cicatrizes. E não consigo perceber o que me faz não querer soltar estas amarras...
Beijos daqueles que sabes...
re: comentário, à laia do marcador "mania que percebo do assunto"
:)
podes estar amarrado a ti (ou em ti) ou a quem te amarra, a diferença ao nivel prático, é pouca... talvez a resposta esteja no fim da corda... e aí, até o vazio é uma possível resposta: uma notazinha a remeter ao início da corda :)
beijos para ti
(refrescantes como o verificador de palavras deste comentário: "menta" :)
Victory of Love?
E continuas a encontrar musicas e letras que dizem exactamente o que se sente? ;)*
Continuo, Psiquê. É um vício que não deve servir para nada, mas enfim...
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Filmy, cá para mim não há resposta. Tenho só que conseguir de parar de esperar. O tempo encarrega-se disso (mas espera... o tempo?... mas esperar não é isso mesmo?... isto do tempo?... tens razão... é um círculo, afinal... :\ )
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she's playing with love...mt comercial a música n?
Hum... sim, Anónimo(a). Tudo neste post é assim muito piroso. Desde o suplício, passando pela saudade, pela imagem do "anjo", e acabando no conceito de uma suposta manipuladora de marionetas ao som da comercialóide "Victory of Love". Uma foleirada.
Mas tenho uma coisa qualquer com pelo menos três músicas de Alphaville. E volta não volta preciso de recorrer a coisas pouco solenes, senão é uma seca. Só os 80's ou os 80's alike é que me salvam nessa altura. :P
Cheers,
Gostei imenso deste post, mas ainda mais da resposta que deste ao anonimo!
beijo!
Ainda bem que gostaste, Marlene. Thanks.
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